As
pessoas lêem jornais por necessidade e por prazer. Necessidade de se manter
informado e prazer de descobrir o que está acontecendo com quem anda à
sua volta. Por isso, as colunas sociais – uma mistura de notinhas políticas,
tititis de bastidores, fofocas de gente poderosa e flagrantes de celebridades
– são irresistíveis.
Mesmo quem jura detestá-las sempre
dá uma espiada.
Surgidas na imprensa carioca do século XIX, elas
tornaram-se leitura quase obrigatória no Rio de Janeiro a partir dos anos
1950 com o antenadíssimo Ibrahim Sued, autor do bordão "sorry, periferia",
e mais tarde com o espirituoso Zózimo Barroso do Amaral, que costumava
escrever: "Enquanto houver champanhe... haverá esperança!"
Em São
Paulo, essa tradição é menor. Mas, hoje em dia, a coluna
de Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo, e a de Cesar Giobbi, em O
Estado de S. Paulo, são sucesso absoluto entre os leitores.
Com esse cenário, criamos a idéia de um colunismo eletrônico despretencioso e informativo do que acontece com as artes & Vip´s.